terça-feira, 6 de abril de 2010

Apresentação (continuação)

Quarta parte: O refúgio - A anistia na cozinha:

Para minha surpresa, minhas receitas foram dando certo. Não apenas isso, mas não só me alimentavam como eram de fato até gostosas. Passei a fazer o jantar quase diariamente para mim e minha irmã (bem como ocasionalmente o namorado dela) e concluí que se mais alguém consegue comer minha comida e ainda elogiar, é porque alguma coisa está indo bem. Gostaria de já deixar algo bem claro - em momento algum eu consideraria o que eu faço na cozinha como "culinária". Na verdade, em minha terra, o que eu desenvolvo seria melhor chamado de "fazê o cumê": se limita a preparar algo o mais rápido possível para alimentar da melhor forma e com o máximo de sabor que possa se obter de simples ingredientes. Não apenas isso, mas também preparar as coisas com uma máxima eficiência, evitando ao máximo sujar muita coisa, já que eu mesmo quem tinha de lavar as panelas. No final das contas, no meu menos de 1 mês de estadia aqui no Rio de Janeiro, eu acabei desenvolvendo algumas refeições relativamente saborosas, bem como não tão "pesadas" e nocivas quanto as comidas prontas que a gente vê por aí nas prateleiras. O aparente sucesso que eu obtive na cozinha me levou a pensar em alçar vôos mais ousados, expandindo o território de minhas "receitas".

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